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Lata de Conversas

Lata de Conversas

23
Mar19

Après un rêve

Paulo L

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Porque gosto de Fauré e porque gosto de Roland Hanna e porque não me apetece dizer mais nada...

Talvez porque o título já diz tudo e porque há sonhos que são só meus.

 

05
Mar19

Mardi Gras

Paulo L

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O Jazz, com uma importante ligação umbilical a Nova Orleães, com uma origem popular e suportada por influências afro-americanas, foi evoluindo num contexto cultural multifacetado. Se por um lado foi mantendo o seu cariz mais popular e abrangente, ao longo do seu crescimento foi incorporando outras tendências, integrando  desde influências sul-americanas, como evoluindo numa linha mais clássica e fechada, muito menos abrangente e mais intimista. Transversal a todas as formas é capacidade criativa e de improvisação do músico de Jazz. Há quem defenda uma menor propriedade do Jazz gravado pois não permite esta improvisação, mudança de ritmos e de harmonias. Não permite o diálogo entre músicos tão necessário para a beleza conceptual do Jazz. Na gravação o tema é sempre ouvido da mesma forma, não permitindo que o ambiente modifique o modo de interpretação e a qualidade das improvisações. Deixarei para outras alturas discussões escolásticas dos limites do jazz. A manutenção do arquétipo mais restrito ou a fusão a novos estilos. Até onde o Jazz é Jazz ou se começa a deixar de o ser. O que levanta outra questão. O que é o Jazz? Um tipo de música restritiva, uma manifestação artística abrangente?

 

Comecei a manhã com  Herbie Hancock. Foi por acaso. Talvez um acaso programado. Nesta época carnavalesca, uma festa que pode ter origens tanto pagãs como religiosas, com interpretações que vão desde a mudança temporal até ao período da abolição da carne, podemos ter apetências mais marcadas para diferentes estilos de viver o Carnaval. Desde os desfiles aos ritmo do samba, passando por corsos alegóricos e imbuídos de inúmeras críticas sociais e políticas, até ao garboso Carnaval de Veneza onde a nobreza disfarçada se misturava com o povo, há festejos ao gosto de todos. Não sendo o samba um dos meus estilos musicais preferidos e aproximando-me dos estilos mais europeus dos festejos, tenho, contudo, uma predileção especial, talvez pelo meu gosto jazzístico, pelo Mardi Gras. Inspirada em celebrações pagãs foi integrada pela tradição cristã. Chegou aos Estados Unidos e instalou-se perto de Nova Orleães.  Hoje é uma das festas com maior popularidade, sendo as de Nova Orleães, Mobile ou St. Louis algumas das mais concorridas. Os desfiles em Nova Orleães além do barulho típico das ruas, estão cheios de música com uma tonalidade festiva onde os diferentes instrumentos se misturam numa harmonia divertida que convida a dançar na rua. E Herbie Hancock enquadra-se bem. Apesar de não estramos na presença do verdadeiro Dixieland, bem mais enquadrado, Hancock acabou por me levar às ruas de Nova Orleães.

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