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Lata de Conversas

Lata de Conversas

21
Abr17

Iniciando devagar

Paulo L

Foi uma agradável surpresa Para onde vão os guarda-chuvas. Li-o no Verão de 2015 e foi durante a sua leitura que decidi ter um blog sobre livros. Tempo para o escrever era outra coisa... Mas não podia ficar indiferente aquela narrativa. A delicadeza e a doçura da escrita fugiam ao que me habituara nos escritores portugueses contemporâneos. Todas as personagens, com as suas peculiaridades, formam uma teia de sentimentos que vão muito para além do descritível. As consequentes efabulações são de uma beleza narrativa que levam o leitor a sorver o livro de uma assentada. Cada capítulo terminado é um pedido de inicio de leitura do seguinte. A noite deixou de ter horas e o sono foi-se acumulando. Não era possível interromper o fluido narrativo desta história passada no oriente, onde a sabedoria dum poeta mudo e a subserviência amedrontada dum homem, que para não sofrer quer ser invisível, culminam na trágica morte duma inocente criança que a única coisa que aspirava da vida era voar como os aviões. Vão surgindo histórias que se bordam no pano de fundo deste romance, que nos obrigam a reflectir nos domínios mais delicados da humanidade, a família, o amor, a religião, a vida e a morte.

O tempo escasseia-me e não sei se voltarei a Para onde vão os guarda-chuvas. Voltarei certamente a Afonso Cruz, que confesso, desconhecia-o até me ser oferecido este livro, mas comecei a considera-lo como um dos “Homens imprudentemente poéticos”.

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